quinta-feira, 11 de abril de 2013

Quando existe falta de bom senso

Quando a falta de bom senso impera, o resultado termina desta forma:

"Finanças inundadas com pedidos de despesa dos ministérios".

Só podia! Digo eu! E a continuar a "birra", o país vai obviamente parar.

terça-feira, 9 de abril de 2013

À atenção de Fernando Ulrich (BPI)


 
"Sei que a raiva não é boa conselheira. Paciência. Aí vai.

Havia dantes no coração das cidades e das vilas umas colunas de pedra que tinham o nome de picotas ou pelourinhos. Aí eram expostos os sentenciados que a seguir eram punidos com vergastadas proporcionais à gravidade do seu crime. Essa exposição tinha também por fim o escárnio popular. Era aí que eu te punha, meu glutão.

 
Atadinho com umas cordas para que não fugisses. Não te dava vergastadas. Vá lá, uns caldos de vez em quando. Mas exibia-te para que fosses visto pelas pessoas que ficaram sem casa e a entregaram ao teu banco. Terias de suportar o seu olhar, sendo que o chicote dos olhos é bem mais possante que a vergasta.

Terias, pois, de suportar o olhar daqueles a quem prometeste o paraíso a prestações e a quem depois serviste o inferno a pronto pagamento. Daqueles que hoje vivem na rua.

Daqueles que, para não viverem na rua, vivem hoje aboletados em casa dos pais, dos avós, dos irmãos, assim a eito, atravancados nos móveis que deixaram vazias as casas que o teu banco, com a sofreguidão e a gulodice de todos os bancos, lhes papou sem um pingo de remorso.

 
Dizes com a maior lata que vivemos acima das nossas possibilidades. Mas não falas dos juros que cobraste. Não dizes, nessas ladainhas que andas sempre a vomitar, que quando não se pagava uma prestação, os juros do incumprimento inchavam de gordos, e era nesse inchaço que começava a desenhar-se a via-sacra do incumprimento definitivo.

Olha, meu estupor, sabes o que acontece às casas que as pessoas te entregam? Sabes, pois… São vendidas por tuta e meia, o que quer dizer que na maior parte dos casos, o pessoal apesar de te ter dado a casa fica também com a dívida. Não vale a pena falar-te do sofrimento, da vergonha, do vexame que integra a penhora de uma casa, porque tu não tens alma, banqueiro que és.

 
Tal como não vale a pena referir-te que os teus lucros vêm de crimes sucessivos. Furtos. Roubos. Gamanços. Comissões de manutenção. Juros moratórios. Juros compensatórios, arredondamentos, spreads, e mais juros de todas as cores. Cartões de crédito, de débito, telefonemas de financeiras a oferecerem empréstimos clausulados em letrinhas microscópicas, cobranças directas feitas por lumpen, vale tudo, meu tratante. Mesmo assim tiveste de ser resgatado para não ires ao fundo, tal foi a desbunda. E, é claro, quem pagou o resgate foram aqueles contra quem falas todo o santo dia.
 
Este país viveu décadas sucessivas a trabalhar para os bancos. Os portugueses levantavam-se de manhã e ainda de olhos fechados iam bulir, para pagar ao banco a prestação da casa. Vidas inteiras nisto. A grande aliança entre a banca e a construção civil tornavam inevitável, aí sim, verdadeiramente inevitável, a compra de uma casa para morar. Depois os juros aumentavam ou diminuíam conforme era decidido por criaturas que a gente não conhece. A seguir veio a farra. Os bancos eram só facilidades. Concediam empréstimos a toda a gente. Um carnaval completo, obsessivo, até davam prendas, pagavam viagens, ofereciam móveis. Sabiam bem o que faziam.

Na possante dramaturgia desta crise entram todos, a banca completa e enlouquecida, sendo que todos são um só. Depois veio a crise. A banca guinchou e ganiu de desamparo. Lançou-se mais uma vez nos braços do estado que a abraçou, mimou e a protegeu da queda.

 
Vens de uma família que se manteve gloriosamente ricalhaça à custa de alianças com outros da mesma laia. Viveram sempre patrocinados pelo estado, fosse ele ditadura ou democracia. Na ditadura tinham a pide a amparar-vos. Uma pide deferente auxiliava-vos no caminho. Depois veio a democracia. Passado o susto inicial, meu deus, que aflição, o povo na rua, a banca nacionalizada, viraram democratas convictos. E com razão. O estado, aquela coisa que tu dizes que não deve intervir na economia, têm-vos dado a mão todos os dias. Todos os dias, façam vocês o que fizerem.
 
Por isso falas que nem um bronco, com voz grossa, na ingente necessidade de cortes nos salários e pensões. Quanto é que tu ganhas, pá?
Peroras infindavelmente sobre a desejável liberalização dos despedimentos.
Discursas sem pejo sobre a crise de que a cambada a que pertences é a principal responsável.

Como tu, há muitos que falam. Aliás, já ninguém os ouve. Mas tu tinhas que sobressair. Depois do “ai aguenta, aguenta”, vens agora com aquela dos sem-abrigo. Se os sem-abrigo sobrevivem, o resto do povo sobreviverá igualmente.

 
Também houve sobreviventes em Auschwitz, meu nazi de merda!
É isso que tu queres? Transformar este país num gigantesco campo de concentração?

Depois, pões a hipótese de também tu poderes vir a ser um sem-abrigo. Dizes isto no dia em que anuncias 249 milhões de lucros para o teu banco. É o que se chama um verdadeiro achincalhamento.

 
Por tudo isto te punha no pelourinho. Só para seres visto pelos milhares que ficaram sem casa. Sem vergastadas. Só um caldo de vez em quando. Podes dizer-me que é uma crueldade. Pois é. Por uma vez terás razão. Nada porém que se compare à infinita crueldade da rapina, da usura que tu defendes e exercitas.
 
És hoje um dos czares da finança. Vives na maior, cercado pelos sebosos Rasputines governamentais. Lembra-te porém do que aconteceu a uns e ao outro."

Alice Brito

quinta-feira, 21 de março de 2013

O que é isto?...

Li no Público online, que o antigo primeiro-ministro, José Sócrates, vai regressar a Portugal para participar como comentador num programa semanal da RTP, transmitido em horário nobre.

José Sócrates será um dos membros do painel de comentadores políticos da estação pública e não receberá qualquer remuneração pela presença no painel de comentadores da televisão pública.

O DN avança também, que o ex-primeiro ministro deverá dar uma grande entrevista à RTP antes de começar como comentador, na qual abordará temas relacionados com os seis anos em que esteve à frente do Governo.

É caso para dizermos, que está para chegar mais uma brincadeira de mau gosto!

Os portugueses já não se respeitam, nem se fazem respeitar. Enfim!!!...

quarta-feira, 20 de março de 2013

Vigília no Mosteiro de Odivelas (São Dinis)

Hoje pelas 21horas, junto ao Mosteiro de Odivelas, vai realizar-se uma vigília no sentido de fazer recuar o Governo na intenção de agregar o Instituto de Odivelas ao Colégio Militar, retirando-o do Concelho.

Pelo impacto negativo que isso terá para Odivelas e porque o facto ameaça a continuidade em termos de excelência, de uma instituição centenária, com características únicas no mapa nacional de ensino, entendo que este é um assunto de extrema importância para a cidade e para o concelho. Assim sendo, apoio esta iniciativa e solicito a todos a vossa presença na vigília.

terça-feira, 19 de março de 2013

Vamos impedir que água se torne num negócio!‏


A Câmara de Odivelas aprovou a entrega da gestão da água a privados.
As experiências que se conhecem pelo país, revelam que com a exploração da água por privados as pessosas ficam a pagar mais, a qualidade do serviço não é  garantida e as Câmaras ficam endividadas pois têm que " compensar" as empresas caso estas não "vendam" a quantidade de água que consideram necessária. Ou seja, se as pessoas não consumirem a quantidade de água que dê o lucro que as empresas querem!
Ainda podemos impedir que a água, que é um bem essencial à vida, se torne num negócio no concelho de Odivelas.
Uma das formas é assinar esta petição

Entregar a água aos interesses lucrativos é um atentado ao direito mais fundamental - A VIDA

Maria da Luz Nogueira

Dia do Pai

Pai, 
Hoje, quero agradecer-te pelo homem maravilhoso que és, expressando todo o meu amor num único abraço. 

Parabéns, neste dia especial.


A frase...

"Espero que o senhor engenheiro Belmiro consiga descobrir algum modo de as pessoas poderem comprar na loja dele sem salário".

dixit: João Vieira Lopes
Presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Um outro olhar sobre Portugal



Agora sol na rua a fim de me melhorar a disposição, me reconciliar com a vida.

Passa uma senhora de saco de compras: não estamos assim tão mal, ainda compramos coisas, que injusto tanta queixa, tanto lamento.

Isto é internacional, meu caro, internacional e nós, estúpidos, culpamos logo os governos.

Quem nos dá este solzinho, quem é? E de graça. Eles a trabalharem para nós, a trabalharem, a trabalharem e a gente, mal agradecidos, protestamos.

Deixam de ser ministros e a sua vida um horror, suportado em estoico silêncio. Veja-se, por exemplo, o senhor Mexia, o senhor Dias Loureiro, o senhor Jorge Coelho, coitados. Não há um único que não esteja na franja da miséria. Um único. Mais aqueles rapazes generosos, que, não sendo ministros, deram o litro pelo País e só por orgulho não estendem a mão à caridade.

O senhor Rui Pedro Soares, os senhores Penedos pai e filho, que isto da bondade as vezes é hereditário, dúzias deles.

Tenham o sentido da realidade, portugueses, sejam gratos, sejam honestos, reconheçam o que eles  sofreram, o que sofrem. Uns sacrificados, uns Cristos, que pecado feio, a ingratidão.

O senhor Vale e Azevedo, outro santo, bem o exprimiu em Londres.

O senhor Carlos Cruz, outro santo, bem o explicou em livros. E nós, por pura maldade, teimamos em não entender. Claro que há povos ainda piores do que o nosso: os islandeses, por exemplo, que se atrevem a meter os beneméritos em tribunal.

Pelo menos nesse ponto, vá lá, sobra-nos um resto de humanidade, de respeito.

Um pozinho de consideração por almas eleitas, que Deus acolherá decerto, com especial ternura, na amplidão imensa do Seu seio. Já o estou a ver:
- Senta-te aqui ao meu lado ó Loureiro
- Senta-te aqui ao meu lado ó Duarte Lima
- Senta-te aqui ao meu lado ó Azevedo
que é o mínimo que se pode fazer por esses Padres Américos, pela nossa interminável lista de bem-aventurados, banqueiros, coitadinhos, gestores que o céu lhes dê saúde e boa sorte e demais penitentes de coração puro, espíritos de eleição, seguidores escrupulosos do Evangelho.

 E com a bandeirinha nacional na lapela, os patriotas, e com a arraia miúda no coração. E melhoram-nos obrigando-nos a sacrifícios purificadores, aproximando-nos dos banquetes de bem-aventuranças da Eternidade.

As empresas fecham, os desempregados aumentam, os impostos crescem, penhoram casas, automóveis, o ar que respiramos e a maltosa incapaz de enxergar a capacidade purificadora destas medidas. Reformas ridículas, ordenados mínimos irrisórios, subsídios de cacaracá?

 Talvez. Mas passaremos sem dificuldade o buraco da agulha enquanto os Loureiros todos abdicam, por amor ao próximo, de uma Eternidade feliz. A transcendência deste acto dá-me vontade de ajoelhar à sua frente. Dá-me vontade? Ajoelho à sua frente  indigno de lhes desapertar as correias dos sapatos.

Vale e Azevedo para os Jerónimos, já!
Loureiro para o Panteão já!
Jorge Coelho para o Mosteiro de Alcobaça, já!
Sócrates para a Torre de Belém, já! A Torre de Belém não, que é tão feia.
 Para a Batalha.

Fora com o Soldado Desconhecido, o Gama, o Herculano, as criaturas de pacotilha com que os livros de História nos enganaram.

Que o Dia de Camões passe a chamar-se Dia de Armando Vara.

Haja sentido das proporções, haja espírito de medida, haja respeito.

Estátuas equestres para todos, veneração nacional. Esta mania tacanha de perseguir o senhor Oliveira e Costa: libertem-no. Esta pouca vergonha contra os poucos que estão presos, os quase nenhuns que estão presos como provou o senhor Vale e Azevedo, como provou o senhor Carlos Cruz, hedionda perseguição pessoal com fins inconfessáveis.

Admitam-no. E voltem a pôr o senhor Dias Loureiro no Conselho de Estado, de onde o obrigaram, por maldade e inveja, a sair.

Quero o senhor Mexia no Terreiro do Paço, no lugar D.José que, aliás, era um pateta. Quero outro mártir qualquer, tanto faz, no lugar do Marquês de Pombal, esse tirano. Acabem com a pouca vergonha dos Sindicatos. Acabem com as manifestações, as greves, os protestos, por favor deixem de pecar.

Como pedia o doutor João das Regras, olhai, olhai bem, mas vêde.

E tereis mais fominha e, em consequência, mais Paraíso. Agradeçam este solzinho.
Agradeçam a Linha Branca.
Agradeçam a sopa e a peçazita de fruta do jantar.

Abaixo o Bem-Estar.

Vocês falam em crise mas as actrizes das telenovelas continuam a aumentar o peito: onde é que está a crise, então? Não gostam de olhar aquelas generosas abundâncias que uns violadores de sepulturas, com a alcunha de cirurgiões plásticos, vos oferecem ao olhinho guloso?

Não comem carne mas podem comer lábios da grossura de bifes do lombo e transformar as caras das mulheres em tenebrosas máscaras de Carnaval.

Para isso já há dinheiro, não é? E vocês a queixarem-se sem vergonha, e vocês cartazes, cortejos, berros. Proíbam-se os lamentos injustos.

Não se vendem livros? Mentira. O senhor Rodrigo dos Santos vende e, enquanto vender o nível da nossa cultura ultrapassa, sem dificuldade, a Academia Francesa.

Que queremos? Temos peitos, lábios, literatura e os ministros e os ex-ministros a tomarem conta disto.

Sinceramente, sejamos justos, a que mais se pode aspirar?

O resto são coisas insignificantes: desemprego, preços a dispararem, não haver com que pagar ao médico e à farmácia, ninharias. Como é que ainda sobram criaturas com a desfaçatez de protestarem? Da mesma forma que os processos importantes em tribunal a indignação há-de, fatalmente, de prescrever. E, magrinhos, magrinhos mas com peitos de litro e beijando-nos uns aos outros com os bifes das bocas seremos, como é nossa obrigação, felizes.

Portugal visto por Lobo Antunes

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Saiba o que pode deduzir no IRS


Saiba quais são as principais alterações no IRS.

Em Março começa o prazo de entrega em papel da declaração do IRS relativo aos rendimentos do ano passado. Este ano a factura fiscal deve ser bem diferente da do ano passado. É que o Governo introduziu mudanças e limites às deduções que vão agravar os impostos dos contribuintes. 

DEDUÇÕES COM A SAÚDE
Esta é uma das alterações principais. A partir de agora só será possível uma dedução no IRS de 10% dos montantes gastos com o limite de 838,44 euros.

DEDUÇÕES COM JUROS DA CASA
Os contribuintes poderão apenas deduzir 15% dos montantes gastos em juros de dívidas que tenham com a compra de casa própria até aos 591 euros. Esta dedução só é válida para contratos celebrados até 31 de Dezembro de 2011. Quem comprou casa depois já não tem direito a esta dedução. Até aqui eram dedutíveis 30% dos juros e amortizações e não apenas os juros pagos com o limite de 591 euros. Este limite podia depois ser majorado até aos 945 euros, consoante os rendimentos e a classificação energética do imóvel. Estas majorações deixaram de existir.

DESPESAS DE EDUCAÇÃO
Continuam a ser dedutíveis 30% dos valores despendidos com o limite de 760 euros.

PRÉMIOS DE SEGUROS DE SAÚDE
Os prémios de seguros que cubram exclusivamente riscos de saúde passam a ser dedutíveis em apenas 10% com o limite de 50 euros, com um acréscimo de 25 euros por dependente. Até aqui a dedução era de 30% até ao limite de 85 euros, com um acréscimo de 43 euros por dependente.

PENSÕES DE ALIMENTOS
Os contribuintes podiam deduzir 20% das importâncias pagas a título de pensões de alimentos com o limite de 1.048,05 euros. O limite é agora de 419,22 euros por mês.

TECTOS GLOBAIS ÀS DEDUÇÕES NO IRS
Além dos limites que cada dedução tem, os contribuintes estão sujeitos a tectos globais às deduções. Se no ano passado, só os rendimentos mais elevados tinham estes limites, a partir deste ano, os contribuintes do terceiro escalão – rendimentos anuais entre 7.410 e 18.375 euros – já terão estas mudanças. •

LIMITE ÀS DEDUÇÕES
Limites para os escalões que se aplicam aos rendimentos de 2012.

Rendimento colectável Limite
Até4898 – Sem limite
De 489!3 a 7410 – Sem limite
De 7410 a 18375 – 1.250 €
De 18375 a 42259 – 1.200 €
De 42259 a 61244 – 1.150 €
De 61244 a 66045 – 1.100 €
De 66045 a 153300 – 0 €
Mais de 153000 – 0 €
Fonte: Portal das Finanças

CALENDÁRIO DA ENTREGA DE IRS
Março
Os trabalhadores por conta de outrem e pensionistas podem entregar as declarações em formato papel.
Abril
Os trabalhadores por conta de outrem e pensionistas podem entregar as declarações através da Internet.
Os trabalhadores independentes e com outros tipos de rendimentos como os prediais, por exemplo, podem entregar em formato papel.
Maio
Os trabalhadores independentes e com outros tipos de rendimentos como os prediais, por exemplo, através da Internet.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A resignação de Bento XVI


Com tamanho desprendimento, ao resignar, o Papa Bento XVI provou que é efectivamente (só) mais um trabalhador da "vinha" de Deus.

A imagem que corre mundo

© REUTERS/ANSA/ Alessandro Di Meo (© © REUTERS/ANSA/ Alessandro Di Meo)

Esta é a imagem que corre o mundo. Um relâmpago, sobre a Basílica de São Pedro, no Vaticano, depois de Papa Bento XVI ter anunciado a renúncia.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Reorganização administrativa do território das freguesias.



A Assembleia da República já decretou a reorganização administrativa do território das freguesias, através da Lei n.º 11-A/2013 de 28 de Janeiro.

A presente lei dá cumprimento à obrigação de reorganização administrativa do território das freguesias constante da Lei n.º 22/2012, de 30 de Maio.

A criação de uma freguesia por agregação, determina a cessação jurídica das autarquias locais agregadas nos termos do disposto no n.º 3 do artigo 9.º, sem prejuízo da manutenção da sua identidade histórica, cultural e social, conforme estabelece a Lei n.º 22/2012, de 30 de Maio.

No prazo de 90 dias após a instalação dos órgãos que resultem das eleições gerais das autarquias locais, a realizar em 2013, a Assembleia de Freguesia delibera a localização da sede da freguesia. A Assembleia de Freguesia deve comunicar a localização da sede da freguesia à Direcção -Geral das Autarquias Locais, para todos os efeitos administrativos relevantes.

Na ausência da deliberação ou comunicação referidas e enquanto estas não se realizarem, a localização das sedes das freguesias é a constante da coluna E, do anexo I, da Lei n.º 11-A/2013 de 28 de Janeiro.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Afinal... Existe vida no Município de Odivelas!



Face ás recorrentes situações de lixo amontoado no concelho de Odivelas, já denunciadas neste blogue por residentes no concelho de Odivelas, verificamos com satisfação, que afinal ainda há vida na Câmara Municipal de Odivelas, pois um dos reclamantes, tomou conhecimento que a sua exposição foi encaminhada para o SMAS de Loures.

E eu que pensava que a CMO estava em hibernação!!!...

Ora veja:

---------- Mensagem encaminhada ----------
De: Paula Almeida/DGEJCA <Paula.Almeida@cm-odivelas.pt>
Data: 14 de janeiro de 2013 17:39
Assunto: RECOLHA DO LIXO
Para: drsu@smas-loures.pt
Cc: Jorge Silva <jorgempdasilva@gmail.com>, "Endereço Geral da C.M.Odivelas" <geral@cm-odivelas.pt>

Saída_2013_651
Aos Serviços Municipalizados de Loures
Rua Ilha da Madeira, n.º 2, Loures 
Tel.: 21 983 99 80
Exma. Senhora,

Chefe da Divisão de Remoção de Resíduos Sólidos Urbanos 
Eng.ª Maria João Maximiano
Para conhecimento e efeitos tidos por convenientes, remete-se o email infra, enviado a esta autarquia pelo munícipe Jorge Silva, registado sob o n.º 1715 de 10/01/2013, considerando que o assunto objeto de reclamação se enquadra no âmbito da gestão e manutenção do sistema de remoção de resíduos sólidos urbanos no concelho de Odivelas, matéria da competência dessa divisão dos Serviços Municipalizados de Loures.
Solicita-se informação das diligências que vierem a ser tomadas, referindo o nosso n.º de saída.
Dá-se conhecimento ao requerente do encaminhamento efetuado para esses serviços.
Com os nossos cumprimentos,
A Diretora do Departamento de Gestão Educativa, Juventude, Cultura e Ambiente
Regina Meneses, Dr.ª
Divisão de Gestão Ambiental
Av. 25 de Abril Nº 4 A e B - Jardim da Radial
2620-530 Ramada
divcontroloambiental@cm-odivelas.pt


Tel.: 219 320 870 * Fax: 219 315 053
 

Para perceber que vai mesmo ocorrer um aumento brutal de impostos, aqui está uma tabela de cálculo de vencimento para o presente ano.

Não se assuste com os cálculos, mas infelizmente as contas estão correctas!

Só espero que valha a pena!!!...

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Recibos Verdes mantêm apoio no desemprego se empresa não descontar

Boas notícias.

Afinal, algum do bom senso, ainda impera. 

As empresas que não paguem a taxa de 5%, não vão prejudicar os trabalhadores independentes no acesso à nova prestação. 

Os trabalhadores independentes vão ter direito a subsídio de desemprego, mesmo que as empresas não paguem a taxa de 5% a que estão obrigadas.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Para o lixo com o SMAS - A indignação continua...



Com as graves falhas do SMAS de Loures, a indignação continua e os fregueses reclamam:

Ex.mos Senhores,
 
Como moradora do mesmo bairro há 10 anos, reforço e apoio a carta do prezado morador.
Reclamo ainda o facto de dentro do mesmo concelho/freguesia haver dois tipos de tratamento dos resíduos, existe parte da freguesia de Famões em que o lixo é recolhido porta a porta com contentores distribuídos pela Camara ou SMAS, mas que estão nos prédios, sendo colocados para recolha em dias específicos.

Questiono, tratando-se o Bairro do Casal do Bispo, de habitação, cuja a tipologia é moradia, não seria menos dispendioso efetuar este mesmo tipo de recolha de resíduos?

Os moradores teriam que colocar junto ás suas vivendas em dias estipulados pelos SMAS, o contentor correspondente ao seu lote, esta possibilidade iria reduzir o circuito da recolha pois não teriam (pelo menos deveriam) de recolher o lixo diariamente.

Verificamos ainda que recentemente, alteraram o local do contentor publico, este deveria estar junto ao Marco Geodésico, onde se encontra o local pré definido para colocar o contentor, porém recentemente alteraram a colocação desse mesmo contentor publico na Rua Principal (RUA DO BISPO), o que originou uma DESCARGA adicional vinda de toda a ZONA da FREGUESIA DE FAMÕES, que afeta esta mesma Zona de moradias deste vosso Concelho/Freguesia.

Os moradores veem as suas casas invadidas por um cheiro nauseabundo, consecutivamente o lixo entra para dentro dos lotes (levado pelo vento, pelos animais, e até pela falta de educação das pessoas que ao passarem de carro abrem o vidro e atiram diretamente o lixo para o contentor).
Dado que o contentor é publico, esta ao dispor de todos os habitantes que não são do bairro, o que leva a que lá coloquem qualquer tipo de lixo,  não fecham o contentor e os moradores, tem as casas invadidas por VAREJEIRAS.

Meus caros os moradores do Bairro, por terem escolhido viver em moradias pagam impostos diferenciados quando comparados com os típicos apartamentos, assim parece-nos justo que o serviço seja pelo menos igual ao que é fornecido aos apartamentos, sugiro ainda que o contentor do lixo que se encontra no RUA DO BISPO, seja devolvido a sua localização inicialmente prevista, afim de não se tornar um problema de Saúde Pública, que futuramente teremos que reportar.
 
Cumprimentos
Mafalda Santos